RevOps não é um cargo, é uma forma de operar
Existe uma frase que trava mais gente do que deveria: 'a gente ainda não tem estrutura para RevOps'. Ela parte de uma suposição errada, a de que RevOps é um departamento novo para criar.
Tem uma frase que trava mais gente do que deveria: "a gente ainda não tem estrutura para RevOps". Ela parte de uma suposição comum e errada, a de que RevOps é um departamento, com sala própria, orçamento próprio e um cargo de diretor para preencher.
Não é. RevOps é uma forma de operar. E dá para começar com o time que você já tem, hoje, sem contratar uma única pessoa.
De onde vem a confusão
O termo nasceu em empresas grandes, que de fato criaram áreas chamadas "Revenue Operations", com gente contratada especificamente para isso. Faz sentido numa operação de centenas de vendedores. Mas o princípio por trás do nome, que é integrar marketing, vendas e pós-venda em torno da receita, não depende de tamanho nem de orçamento.
Uma empresa de médio porte, com um time enxuto, consegue aplicar a mesma lógica sem criar um cargo. O que muda não é quem faz o trabalho. É como o trabalho está organizado.
Reorganizar, não contratar
Pense na sua operação hoje. Você já tem alguém cuidando de marketing, alguém vendendo, alguém no pós-venda. RevOps não pede uma quarta pessoa. Pede que essas três áreas parem de perseguir só o próprio indicador e comecem a compartilhar uma visão única da jornada do cliente.
Não é quem faz o trabalho. É se marketing, vendas e pós-venda enxergam a mesma informação sobre o mesmo cliente, ou se cada um trabalha com a própria versão fragmentada da verdade.
Por onde começar essa semana
Não existe um "grande projeto de RevOps" que precisa ser planejado por meses antes de começar. Existem passos pequenos, na ordem certa, que geram resultado rápido e abrem caminho para o próximo.
Comece combinando uma definição. O que conta como lead qualificado, e essa definição precisa valer igual para quem gera e para quem recebe. É uma conversa de uma hora que evita meses de desalinhamento.
Depois, conecte a origem do lead ao CRM. Se hoje o vendedor recebe "um contato" sem saber de onde veio, esse é o primeiro vazamento a fechar. Em seguida, defina um SLA de primeiro contato, mesmo que simples: todo lead precisa de resposta em X minutos, com alguém responsável nomeado. E, por fim, comece a olhar a jornada num único lugar, em vez de reconciliar planilhas de áreas diferentes toda sexta-feira.
O tamanho não é desculpa, é vantagem
Existe até uma vantagem escondida em ser menor: menos gente para realinhar, menos sistemas legados para desmontar, decisão mais rápida. Empresas grandes levam anos para migrar de uma cultura de silos para uma cultura de RevOps. Uma empresa de médio porte pode fazer essa virada em semanas, porque tem menos inércia para vencer.
O que trava não é o tamanho da empresa. É a crença de que RevOps é coisa de quem já é grande, uma crença que adia exatamente a mudança que ajudaria a crescer mais rápido.
No mid-market brasileiro, a maior parte das empresas atende a todos os pré-requisitos para começar amanhã, só falta a decisão. É esse primeiro passo, sem contratação e sem projeto de doze meses, que a Martic ajuda a dar: uma plataforma de RevOps construída para operações que ainda não têm, e talvez nunca precisem ter, um departamento chamado assim.
Quer começar sem contratar ninguém?
A gente ajuda a reorganizar o que você já tem, sem projeto de doze meses. Fale com o time Martic.
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